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Jovens Mais Jovens...



Quase um mês após a Jornada Mundial da Juventude de Lisboa 2023 surge a necessidade de manifestar a minha gratidão a “todos, todos, todos” que tornaram possível a vivência e a experiência desta JMJ em Portugal, e permitam-me de modo particular, nas Paróquias do nosso Concelho de Mangualde.



Tanto os Dias nas Dioceses (DND) em Mangualde - de 26 a 31 de julho, como a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Lisboa – de 01 a 06 de agosto, só aconteceram verdadeiramente e da forma que todos testemunhamos, porque os jovens assim o quiseram!

Sim, Deus colocou o desejo e o sentimento em cada um, de querer ardentemente viver esta aventura de encontro com Ele e com os jovens de todo o Mundo. Para os DND o próprio Deus não se ficou somente pelos jovens, alargou o seu Amor a todas as entidades Públicas – Câmara Municipal de Mangualde, Escola Ana de Castro Osório e Proteção Civil; e entidades Privadas – Instituições Particulares de Solidariedade Social e Santa Casa de Misericórdia de Mangualde; Associações – Bombeiros Voluntários de Mangualde, Associação Recreativa de Santo André; Forças de Segurança – GNR e Saúde Pública, Palácio dos Condes de Anadia, voluntários das várias áreas, membros ativos das paróquias, e famílias de acolhimento e todos os que se associaram nas mais diversas atividades promovidas, compondo uma moldura humana viva e vivente nas nossas terras por onde passaram os jovens peregrinos.

Neste Amor estão também todas as pessoas de boa vontade que no seu recanto, e sem darmos por elas, estiveram disponíveis nos últimos meses e garantiram que tudo corresse bem, incluindo o COD e os COP’s. Bem-haja! Sem individualizar, bem sabeis o tempo que foi dedicado e a força que Deus vos deu para que tudo fosse “BRUTAL”!


Ler edição em papel Notícias da Beira (05/09/2023)

Entrevista ao Administrador José da Silva Gonçalves


Ainda no âmbito das comemorações dos 92 anos do Notícias da Beira, conversámos com o seu Administrador, José da Silva Gonçalves. Em tempos difíceis e de incerteza, quando o jornal foi doado à paróquia, foi o pilar que manteve viva a sua essência e o seu propósito. Nesta entrevista são partilhados os desafios enfrentados para garantir a continuidade de algo a preservar, enquanto legado de uma comunidade.


“Indiscutivelmente, o grande impulsionador do projeto foi o Sr. Padre Lobinho.

Este projeto para ele, como em todos os outros em que esteve envolvido, deveria ser a comunidade a organizar-se e a assumir o projeto como seu”


“... fomos dos primeiros jornais regionais a utilizar os meios informáticos...”

“Toda a imprensa regional nacional vive momentos difíceis..”



Sabemos que teve um envolvimento ativo na continuidade do NB. Pode contar-nos um pouco a história deste processo?

Foi justamente no ano em que o Jornal foi doado à Paróquia – 1972 – que eu fui colocado em Mangualde após conclusão do curso. Pouco conhecia de Mangualde e da dinâmica da Paróquia. Havia já alguma relação com o Sr. Padre Lobinho e foi ele, com a dinâmica e entusiasmo que o caracterizavam, que me apareceu em casa dizendo que precisavam de mim para colocar em atividade o jornal “Notícias da Beira”. Conduziu-me a uma das salas do andar arrendado onde viviam os Srs. Padres onde me mostrou uns caixotes de umas quantas fichas que seriam dos antigos assinantes que existiam à data em que o jornal deixou de ser publicado. A tarefa seria reorganizar todo o arquivo e efetuar todos os procedimentos necessários para que o jornal pudesse novamente vir a ser publicado. Foram muitas horas de trabalho, muitos serões prolongados, várias diligências a efetuar.

Desde então, e durante vários anos, assumi todas as tarefas burocráticas e toda a organização administrativa e financeira, incluindo a gestão de assinantes e publicidade, ficando o Sr. Pe. Lobinho todos os trabalhos inerentes à redação. Com o início do projeto do Complexo e com a vinda do Sr. Padre Felício, este passou a ter as funções de chefe de redação. Claro que ainda não havia informática e era necessário levar à tipografia (em Viseu) todos os textos em papel para se proceder à impressão.

Entretanto, começaram a surgir os computadores e as impressoras a laser que possibilitariam a feitura do jornal nas nossas instalações, sendo apenas necessário reprodução na tipografia. Com um investimento significativo e após uma candidatura a uns subsídios, fomos dos primeiros jornais regionais a utilizar os meios informáticos. Só passados alguns anos se contratou um funcionário para ajudar nestas tarefas.


Como acolheu a Paróquia este órgão de comunicação social?

Toda a Paróquia estava a iniciar uma reorganização pastoral e a pensar que seria necessário também construir estruturas que pudessem responder a essa nova dinâmica pastoral. Obviamente que o jornal seria um excelente meio de comunicação ao serviço desta dinâmica, não apenas para a comunidade a viver em Mangualde, mas também para a necessária ligação com toda a significativa comunidade emigrante.


Recuando a 1972 e, depois, para os anos decorridos, quais foram as pessoas e os acontecimentos-chave?

Indiscutivelmente, o grande impulsionador do projeto foi o Sr. Padre Lobinho. Este projeto para ele, como em todos os outros em que esteve envolvido, deveria ser a comunidade a organizar-se e a assumir o projeto como seu. Daí que logo de início quis que o diretor fosse um leigo identificado com a dinâmica da paróquia. O primeiro diretor, que se manteve em funções enquanto a sua saúde o permitiu, foi o saudoso Dr. Samuel Machado. Durante os anos em que esteve em Mangualde foi também determinante a ação do Sr. Padre Felício como chefe de redação, especialmente no período em que o jornal passou a semanário.


Que dificuldades foram sentidas e como foram superadas?

De início tivemos algumas dificuldades financeiras, que de resto se têm mantido. No mais foi fundamental uma grande equipa de colaboradores e correspondentes que cobriam todo o concelho. Anualmente havia um encontro com todos para traçar e partilhar objetivos e estabelecer laços.


Na sua opinião, qual a importância desta publicação ao serviço da região?

A importância do jornal está bem expressa no editorial que a nossa diretora explicitou magistralmente no último editorial


Quais os maiores desafios que a imprensa regional enfrenta nos dias de hoje?

Toda a imprensa regional nacional vive momentos difíceis, em que o principal desafio é o da sobrevivência económica, numa época em que as novas tecnologias dominam toda a informação.


D. António Luciano desafia-os

“O que nos trazeis de novo?...”


Notícias da Beira aproveitou a presença de D. António Luciano, Bispo de Viseu, no dia 28 de julho, na Eucaristia em Mangualde para fazer um balanço destes dias na Diocese.


A Diocese de Viseu está a acolher 2000 jovens. Qual o balanço que faz destes dias que antecedem o encontro com o Papa Francisco?

Uma avaliação muito positiva. Tenho passado pelas eucaristias, como fiz hoje aqui; pelos vários grupos; estive com os jovens na Festa no Sátão; rezei com o Grupo de Lyon no Colégio da Via Sacra; celebrei na Serra do Caramulo, tenho estado um pouco com todos e amanhã estarei no Envio em Viseu.

Foi uma experiência de universalidade da Igreja, de culturas e de festa. Acolhemos muito bem, os peregrinos estão muito agradecidos e muito felizes por estarem a fazer este caminho, o da Jornada Mundial da Juventude, passando pela nossa diocese, para se encontrarem com o Papa. As celebrações como a de hoje, têm sido muito bem vividas, bem como os outros momentos. Julgo que estamos de parabéns.

Estes Jovens vieram trazer uma lufada de ar fresco, de primavera, de muita esperança à nossa Diocese. Sente-se uma vida diferente nas nossas comunidades, na Diocese. Espero que a partir daqui não só a Pastoral Familiar, mas também a Pastoral Juvenil nas paróquias tenha um lugar de destaque e de relevo, porque a semente está a ser lançada à terra, agora é preciso cuidá-la.

Foi uma bênção muito grande estes dois mil jovens, com os mil nossos que vão também a Lisboa às Jornadas, envolvendo famílias de acolhimento, voluntários e tantas outras pessoas, que estão por aí. É a presença do Espírito Santo para nos chama para o verdadeiro caminho da Igreja e da renovação interior e espiritual que todos devemos fazer. Acompanhando e ajudando os jovens e não ter medo de trabalhar com eles, que são o futuro da Igreja e do mundo.

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